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Osho

Crescer implica em enfrentar àqueles que não querem crescimento, que querem ficar na zona-de-conforto e são contra tudo e todos que os forcem a sair dela. Por isso que todo cordeiro é morto ou perseguido. Porque fala a verdade, passa um conhecimento que provoca expansão de consciência e leva à evolução. E não há como evoluir sem sair da zona-de-conforto.

Com o líder espiritual, Osho, não foi diferente. Criado durante a infância pelos avós, que nunca coibiram suas intensas investigações sobre a verdade da vida, aos sete anos de idade ele já falava e incomodava uma pequena quantidade de pessoas na cidadezinha de Kuchwada, situada no centro da Índia. Aos 21, Osho atinge a iluminação, o mais alto pico da consciência humana. Neste ponto, como ele diz, passa a viver o estado de não-ego, de completa comunhão com o Todo. Todavia, ele continua seus estudos, na Universidade de Saugar, onde se gradua, em 1956, com Honra de Primeira Classe em Filosofia, ganhando a medalha de ouro na sua turma de graduação. Torna-se “Campeão de Debates” em toda a Índia. Neste ponto, claro, já incomodava a Índia inteira.

Após lecionar na Faculdade de Sânscrito, em Raipur e ser professor de Filosofia na Universidade de Jabalpur, Osho larga tudo para se dedicar, inteiramente, à tarefa de ensinar a arte da meditação ao homem moderno. Durante os anos sessenta, viaja por toda a Índia, de cima a baixo, levantando a ira dos lobos por onde passava ao desnudar a hipocrisia de seus sistemas e suas obscuras tentativas de obstruir o acesso dos homens ao mais alto direito humano – o direito de ser ele-mesmo. Durante essa época, Osho toca o coração de milhares de pessoas em suas falas, muitas vezes com mais de dez mil pessoas reunidas. Na década de 1970, chegam os primeiros buscadores do Ocidente e a fama de Osho começa a se espalhar por toda a Europa, América, Austrália e Japão. Agora ele já incomoda grande parte do planeta.

Na década de 80 sofre uma tentativa de assassinato e já totalizando quinhentos mil discípulos por todo o mundo, inicia um voto de silêncio. Devido a males na região da coluna, Osho viaja para os EUA. Seus discípulos americanos adquirem um terreno de 64 mil acres no deserto do Óregon que, impressionantemente, se torna um oásis verde que passa a alimentar 5 mil pessoas, onde Osho se recupera. A comunidade vira uma cidade com mais de quinze mil habitantes e recebe o nome de Rajneejpuram, influenciando a criação de grandes comunidades sustentáveis nas capitais dos países ocidentais.

Em 1984 Osho volta a falar para pequenos grupos. Em 29 de outubro, Osho é preso sem qualquer mandado, em Charlotte, na Carolina do Norte. Na audiência para estabelecer a fiança, ele é algemado. A viagem de volta ao Óregon, onde ele tinha de aparecer em juízo (normalmente, cinco horas de vôo) leva oito dias. Mais tarde, Osho revela que fora colocado numa cela isolada com um prisioneiro que sofria de herpes infecciosa, uma doença que poderia  ter-lhe sido fatal. Apenas uma hora antes de ser finalmente libertado, após uma provação de doze dias algemado na prisão, uma bomba é descoberta na cadeia de Portland, Óregon. Todos são evacuados, com exceção de Osho, que é mantido lá dentro, por uma hora. Acusado de 34 premissas de “violação de imigração”, Osho é finalmente expulso dos EUA e volta pra Índia, onde também já não é bem recebido, tendo que se mudar para o Nepal. Em 1986, Osho viaja pra Grécia, com um visto de turista de trinta dias.

Lá, tem início um episódio que deixa evidente que esse planeta é comandado por lobos e como ele realmente funciona. O clero da Igreja Ortodoxa Grega ameaça, então, o governo grego, dizendo que “correria sangue”, a menos que Osho fosse mandado embora do país. A polícia viola a casa de campo e prende Osho, sem mandado, tranferindo-o para Atenas, onde somente vinte e cinco mil dólares de suborno demovem as autoridades do intento de colocá-lo num navio para a Índia. Ele parte num jato particular para a Suíça, onde o seu visto de permanência de sete dias é cancelado por guardas armados, logo na chegada. Ele é declarado “persona non grata”, devido aos “delitos de imigração nos Estados Unidos”, e convidado a se retirar. Ele voa para a Suécia, onde é recebido do mesmo modo – cercado por guardas armados de fuzis. É-lhe dito, então, que ele era “um perigo para a segurança nacional” e é ordenado a sair imediatamente. Osho voa em seguida para a Inglaterra. Seus pilotos estavam, então, legalmente fadados a descansar durante oito horas. Osho queria esperar no Saguão da Primeira Classe em Trânsito, mas não lhe é permitido; assim como não lhe permitem ficar num hotel para pernoite. Em vez disso, ele e seus companheiros são trancados numa pequena cela suja, lotada de refugiados. Osho e seu grupo voam para a Irlanda, onde lhes fora dado visto de turista. Ficara num hotel perto de Lemerick. Na manhã seguinte, a polícia chega e manda-os embora imediatamente. Entretanto, isso não torna-se possível, porque, nessa altura, o Canadá tinha recusado permissão ao avião de Osho, para aterrissar e reabastecer, a fim de voar para Antigua, no Caribe. Esta negativa extraordinária do direito de reabastecer, é feita apesar de uma apólice do Lloyds de Londres, garantindo que Osho não desceria do avião. Sob a condição de que não haveria nenhuma publicidade que pudesse embaraçar as autoridades, ele tem permissão de permanecer na Irlanda, até que outros arranjos pudessem ser feitos. Durante a espera, Antigua retira a permissão de entrada de Osho. A Holanda, quando solicitada, também recusa Osho. A Alemanha já havia passado um “decreto preventivo” impedindo a entrada de Osho no país. Na Itália, o requerimento do Seu visto de turista estava retido – e, na verdade, quinze meses depois, ainda não lhe haviam concedido o visto. Na última hora, o Uruguai surge com um convite e, assim, em 19 de março, após 14 dias tentando pousar em algum país comandado por lobos, Osho, seus devotos e companheiros de viagem voam para Montevidéu, via Dacar, Senegal. O Uruguai chega até a abrir a possibilidade de residência permanente. Entretanto, é no Uruguai, que se vem a descobrir o real motivo de lhe estarem negando acesso em todos os países nos quais ele tentasse entrar: mensagens com “informações diplomáticas secretas” (todos vindas de fontes governamentais da NATO), mencionando rumores da INTERPOL de cargas de contrabando, negócios com drogas e prostituição” ligados ao círculo de Osho, haviam sido enviados, invariavelmente, aos países onde havia perspectiva de hospedagem. A fonte dessas histórias, descobriu-se ser os Estados Unidos. Logo, logo, o Uruguai fica sob a mesma pressão. O governo uruguaio decide anunciar numa entrevista à imprensa, que Osho tinha obtido garantia de residência permanente no país. Naquela mesma noite, Sanguinetti, o Presidente do Uruguai, recebe um chamado de Washington, DC, dizendo que, se Osho ficasse no Uruguai, a dívida externa com os Estados Unidos, de seis bilhões de dólares, poderia ser cobrada e que nenhum empréstimo futuro seria dado. Osho é solicitado a deixar o Uruguai no dia 18 de junho. No dia seguinte à partida de Osho, Sanguinetti e Ronald Reagan anunciam de Washington um novo empréstimo dos EUA para o Uruguai, de cento e cinqüenta milhões de dólares. A Jamaica garante a Osho um visto de 10 dias. Momentos antes de ele aterrissar lá, um jato da marinha dos Estados Unidos aterrissa próximo ao jato particular de Osho e descem dele dois paisanos. Na manhã seguinte, os vistos de Osho e de seu grupo são cancelados, “por razões de segurança nacional”. Osho segue viagem até Lisboa, via Madrid, e permanece com “paradeiro ignorado” por algum tempo. Algumas semanas mais tarde, policiais são colocados ao redor da casa de campo onde Ele estava descansando. Osho decide retornar à Índia no dia seguinte, 28 de julho.

Ao final da epopeia de 14 dias, vinte e um países o haviam deportado ou lhe negado entrada. O cara era um professor de filosofia, um mestre espiritual que falava sobre o amor e sobre a verdade. Não era nenhum criminoso, não incitava nenhum tipo de violência. Apenas ensinava as pessoas a serem livres. Ele não escreveu nenhum livro para que seus futuros discípulos não viessem distorcer o que ele disse, como ocorre em todas as religiões, mas há centenas de vídeos na web e milhares de livros com transcrições de suas falas.

Está claro como funciona um mundo com lobos no poder? Deixo abaixo uma de suas falas que mais me inspiram a não me curvar ao meu lobo interno e manter a firmeza no amor.

Conheça também a história do jovem Aaron Swartz, um gênio que lutou para que o conhecimento da humanidade fosse acessível a todos, até ser perseguido e morto pelo governo americano, aos 26 anos de idade.

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The author

Desde criança, sempre busquei a resposta para as seguintes perguntas: Quem eu sou? De onde eu vim? O que estou fazendo aqui? Pra onde eu vou? Essa busca acabou por se tornar prioritária em minha vida. Graças a todos que compartilharam e compartilham seus conhecimentos, tenho feito grandes transformações em minha vida. Assim, foi natural a decisão de compartilhar aqui as informações mais relevantes ao meu processo de evolução, inspirando cada vez mais pessoas a seguirem seus próprios corações.