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John Lennon

Em 08 de dezembro de 1980, os beatlemaníacos que ainda relutavam em acreditar que o sonho havia realmente acabado, foram obrigados a derramar muito mais que as lágrimas contidas na esperança de um possível retorno do fabfour. John Lennon fora baleado com cinco tiros, quando voltava para o seu apartamento em Nova York, em frente ao Central Park, justamente quando estava vivendo o momento mais pleno e feliz de sua vida. Ao final de sua breve e intensa passagem por aqui, após criar a maior banda de todos os tempos, influenciar todas as gerações subsequentes, ser protagonista da maior campanha pela paz que já se viu e constar nos arquivos confidenciais da CIA e do FBI, se via que o garoto rebelde, abandonado pelos pais aos 5 anos, talvez pela primeira vez em sua vida (sim, mesmo após ter sido um beatle!), experienciava verdadeiramente o que nós humanos chamamos de felicidade. Ao lado da mulher que amava, se sentiu seguro o bastante para encarar e iniciar o processo de cura da sua criança ferida, a qual expôs ao mundo através de suas músicas e inúmeras entrevistas da forma mais corajosa que já vi alguém fazer. John foi surpreendido ao se perceber o amoroso pai que ele e seu primeiro filho não tiveram a oportunidade de ter, ao contrário do pequeno Shean. Foi nessa fase que ele compôs “Watching The Weels”, uma de suas canções que mais gosto e a que melhor traduz a fase em que me encontro. Sua campanha pela paz ia, justamente, contra à política de guerra promovida pelo lobão, Richard Nixon, que viu sua popularidade abalada pelo movimento pacífico liderado por John e Yoko, pondo sua reeleição seriamente em risco. Nixon fez de tudo para expulsar John dos EUA, local que escolhera como palco de seu ativismo sócio-político e para formar sua nova família. Após uma longa batalha que pode ser conferida no excelente documentário Estados Unidos contra John Lennon (assista aqui completo e legendado), John ganhou seu green card para permanecer no país e sua voz ganhou ainda mais força enquanto líder de protestos contra o governo. Sua popularidade e o alcance da sua mensagem começaram a se tornar perigosos demais para os lobões e o resultado foi inevitável. Afinal, ele não só pregava a paz, como suas músicas falavam de Amor, o que era um ultraje em pleno covil lupino. Em uma entrevista, muitos anos após sua morte, Yoko Ono declarou: “Suponho que tentaram matar o John, mas não conseguiram, pois sua mensagem ainda vive”. Eu não apenas concordo com ela, como deixo aqui mais uma prova disso.

Abaixo, alguns trechos de entrevistas de John, onde ele deixa claro entender não apenas o sistema onde estava inserido, como também o poder que tinha para despertar pessoas ao redor do mundo através de sua música, exemplo e atitudes:

Leia também sobre a odisséia do líder espiritual Osho, que passou praticamente 14 dias em um avião com pouso negado por 21 países.

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The author

Desde criança, sempre busquei a resposta para as seguintes perguntas: Quem eu sou? De onde eu vim? O que estou fazendo aqui? Pra onde eu vou? Essa busca acabou por se tornar prioritária em minha vida. Graças a todos que compartilharam e compartilham seus conhecimentos, tenho feito grandes transformações em minha vida. Assim, foi natural a decisão de compartilhar aqui as informações mais relevantes ao meu processo de evolução, inspirando cada vez mais pessoas a seguirem seus próprios corações.