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Da Competição à Cooperação

Quando se ajuda alguém, de qualquer forma possível, ocorre um fenômeno em nosso organismo que não tem nenhuma explicação fisiológica. Qualquer um que já ajudou uma velhinha a atravessar a rua sabe do que estou falando. Ao ajudarmos o outro, recebemos instantaneamente um fluxo de endorfinas em nossa corrente sanguínea, através de nossos neurotransmissores. Os cientistas não sabem explicar porque isso ocorre, mas o fato é que ocorre e não tem limites. Ajudou, ganhou. Ajudou, ganhou. Simples assim.

Ou seja, ao ajudar alguém, nosso organismo experimenta uma sensação similar a que se tem ao consumir uma droga, como a cocaína, por exemplo. Acho essa informação um tanto forte para ser ignorada. Só esse fato já prova a existência de uma Inteligência Superior, que programou os genes do ser humano para fabricar em si mesmo uma substância que o deixa extremamente feliz e disposto ao ajudar outro ser humano. Porque se o mundo é assim tão Darwinista quanto se acredita, como explicar esse ganho pela cooperação e não pela competição? E pode ter certeza, endorfina está acima de dinheiro na lista de prioridade de qualquer ser humano que já experimentou ambos e sabe qual lhe dá mais prazer.

Se observarem com atenção, verão que na natureza a competição é a exceção. A regra é a cooperação entre as espécies. Uma espécie ajuda a outra, elas cooperam entre si para que haja um ecossistema gigantesco, descomunal, interagindo e mantendo a biosfera viável para que todos possam viver e evoluir. É por cooperação que o sistema, o planeta, a biosfera toda funciona. Não é por competição. Se fosse por competição já se teria exterminado todo mundo. Porque se você puser cães e cabras num lugar sozinhos – só cães de um lado e cabras do outro, e não tem mais nada – o que acontece? Os cães comem todas as cabras, depois não tem mais cabra pra comer. Vamos supor que os cães comam-se entre si. É…aí, acabou. O último cão morre de fome. Foi justamente o que aconteceu na Ilha de Páscoa, porque era um ecossistema fechado, no meio do oceano. Descambou, naturalmente, para essa situação. Eles foram destruindo todo o meio-ambiente, até não sobrar nada e ficar do jeito que ficou” (Hélio Couto)

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Moais, os gigantes de predra na Ilha de Páscoa, no Chile

O sistema capitalista no qual vivemos hoje foi criado, basicamente, em cima de tudo que foi escrito por Adam Smith, filósofo iluminista e economista escocês, considerado o pai da economia moderna (sob grande influência de John Locke). Em sua obra se destacam duas principais publicações: a mais importante e mais conhecida é a “Riqueza das Nações” (Uma investigação sobre a natureza e a causa da riqueza das nações); a outra e anterior é “Teoria dos Sentimentos Morais” e embora tenha menor valor do ponto de vista da crítica e do público em geral, era considerada uma obra superior pelo próprio Smith.

Em “Riqueza das Nações”, ainda hoje referência para gerações de economistas, Smith procurou demonstrar que a riqueza das nações resultava da atuação de indivíduos que, movidos principalmente pelo próprio interesse, promoviam o crescimento econômico e a inovação tecnológica. Ele acreditava que a iniciativa privada deveria agir livremente, com pouca ou nenhuma intervenção governamental, diferentemente do sistema mercantilista anterior, proveniente do feudalismo, caracterizado por uma forte intervenção do estado na economia com tendências a unificação dos mercados internos e a finalidade de criar fortes Estados-nacionais. Dessa forma, como o próprio Smith afirmou em uma de suas frases mais famosas: “O mercador ou comerciante, movido apenas pelo seu próprio interesse egoísta, é levado por uma “mão invisível” a promover algo que nunca fez parte do interesse dele: o bem-estar da sociedade.” Conforme previa Smith, a competição livre entre diversos fornecedores levaria não só à queda do preço das mercadorias, mas também a constantes inovações tecnológicas, a fim de baratear o custo de produção e vencer os competidores. Do ponto de vista de quem vinha de um tirano sistema feudal, o novo sistema proposto por John Locke e Adam Smith era libertador, principalmente em relação à restritiva política econômica que as colônias inglesas impunham aos comerciantes americanos com altos impostos e, frequentemente, situações de monopólio (já que os ingleses tinham nas colônias americanas um importante cliente), o que certamente representava uma real evolução não apenas econômica, mas em termos de sociedade. Afinal, a “mão invisível” tinha um papel fundamental para a evolução dos indivíduos dessa nova sociedade que se formava: tirá-los da zona-de-conforto. Smith faleceu em 1790, depois de uma dolorosa doença e aparentemente teria dedicado parte considerável de seus rendimentos a numerosos atos secretos de caridade. Se a vida no capitalismo nos desagrada, imagine o sentimento de Adam Smith ao se perceber dentro de um sistema mercantilista feudal, extremamente mais injusto e duro que o nosso? Pois é, desse ponto de vista, eu o agradeço e o admiro, pois fez algo para melhorar e aprimorar o sistema sob o qual a sociedade em que vivia era regida, possibilitando que chegássemos até aqui. No entanto, não podemos ignorar o fato de que ali estava sendo implantada na sociedade ocidental uma forte crença na competição, gravada em seu DNA até os dias de hoje, o que acabou tornando o capitalismo um sistema “ineficaz, instável e injusto” segundo as palavras do recente Nobel de Economia e ex-diretor do Banco Mundial, Joseph Stiglitz. Nas 448 páginas de seu ultimo livro, “O Preço da Desigualdade”, Stiglitz enuncia as causas do enorme fracasso desta “forma de capitalismo cada vez mais disfuncional”.

Em entrevista concedida a Matthew Craft, da Associated Press e publicada pelo jornal Valor no dia 10.08.2012, Stigltz afirma: “Não estou defendendo a eliminação da desigualdade. Mas o extremo a que chegamos é muito ruim. Em particular, a forma como ela é produzida. Poderíamos ter uma sociedade mais igual e uma economia mais eficiente, mais estável, com maior crescimento. É essa, realmente, a questão. Mesmo se você não tiver quaisquer valores morais e quiser apenas maximizar o crescimento do PIB, esse nível de desigualdade será danoso. Não se trata apenas de injustiça. A questão é que estamos pagando um preço alto. A história que nos contaram é que a desigualdade era boa para nossa economia. Eu estou contando uma história diferente, que esse nível de desigualdade é ruim para nossa economia”.

Pois bem, agora voltemos ainda um pouco mais em nossa História. “Quando o homem branco chegou nas costas brasileiras em 1500 encontrou 1 milhão de nativos tupinambás vivendo na mata atlântica no litoral brasileiro. Essa mata cobria todo o litoral até 200 km adentro do continente. Os tupinambás eram caçadores/coletores/agricultores. Estavam totalmente adaptados ao meio ambiente. Normalmente uma comunidade tinha 350 pessoas. Algumas com 600 pessoas. Um número fácil de administrar. 
O homem branco achou que os tupinambás eram sub-humanos. Seres inferiores porque não tinham o conceito de dinheiro, entre outras coisas. Uma comunidade que tem abundantes recursos naturais que necessidade tem de dinheiro? Os tupinambás eram inferiores por isso? Será que não tinham inteligência para desenvolver esse conceito quando fosse necessário? Alguém conversou com eles do porque não terem dinheiro? Quando fosse necessário é lógico que poderiam entender o conceito e criar meio circulante, câmbio flutuante, banco central, etc. Apenas eles não tinham necessidade disto. Estavam totalmente adaptados ao meio em que viviam.
 Pois bem. Em função de não terem dinheiro foram considerados inferiores e passíveis de escravização. E foi o que aconteceu em larga escala. Daí a cultura do açúcar com mão de obra escrava. Era o que estava à mão. Os nobres não trabalhavam por definição e os brancos que vieram também não queriam trabalhar. Logo o trabalho “tinha” de ser feito pelos nativos escravizados. Quando estes foram dizimados o suficiente para escassear a mão-de-obra foram trazidos os negros aos milhões. E tudo continuou como antes. Mais trabalho escravo. Até pouco tempo atrás. De um lado nós temos os que escravizam por não quererem trabalhar. E do outro os escravos forçados a trabalhar.
O que ficou marcado a ferro e fogo na mente destas pessoas? Que o trabalho é uma coisa boa? Que promove o crescimento pessoal? Qual a filosofia de vida que resultou disto?
Todos nós vivemos vidas após vidas. Tudo que vivenciamos está gravado profundamente em nós, mas atuando sem parar. Para saber como foram as encarnações passadas basta olhar para a pessoa hoje. Tudo que ela viveu está na sua forma de pensar, sentir, agir, etc. A pessoa é uma somatória de tudo o que viveu. Impossível não ser assim.
 Como o trabalho é visto hoje em dia?” (Hélio Couto). Pois é, não há necessidade de um olhar interno muito profundo pra enxergarmos nossa tortuosa relação com o trabalho, não é mesmo? Basta olharmos pra enorme quantidade de pessoas que se arrastam entre segunda e sexta-feira, muitas vezes apelando ao álcool e outras drogas (incluindo os tarjas preta!) para suportar o stresse acumulado durante cada semana, como se os dois dias de final de semana fossem seus únicos “dias úteis” de vida. É batata! Bateu sexta-feira, pra onde a enorme maioria corre? Pro bar! E eu sei bem, porque fiz isso durante anos da minha vida. Eu achava divertido, mas não percebia a tamanha zona-de-conforto que eu estava criando e quanto demoraria pra limpar isso tudo, não apenas do meu organismo, mas do meu campo-energético. Somado a isso, temos a crença na competição levada ao extremo por indivíduos preguiçosos e inertes que seguem o mesmo sistema 225 anos depois da morte de seus idealizadores, vulgo: nós!

O fato é que a raíz dos nossos problemas nunca esteve no feudalismo, mercantilismo e muito menos no capitalismo, mas sim dentro de cada um de nós. Ou seja, a raíz de toda essa baderna na qual nos encontramos neste exato momento, provém de um sistema muito mais antigo que vigora desde os primórdios de qualquer sociedade até os dias atuais: o EGOismo. É aquela questão dos dois lobos (o lobo-bom e o lobo-mau) que cada um de nós tem dentro de si. Qual vai crescer mais? A resposta é óbvia: o que alimentarmos mais. E nos últimos séculos, dá pra notar qual foi melhor alimentado, enquanto o outro era praticamente ignorado.

Bom, mas e agora? Acho que está claro que, tão ou mais importante que uma reforma em nosso sistema econômico, é uma reforma profunda em nosso sistema de crenças. Começando pela substituição da crença na competição pela crença na cooperação. É necessário substituirmos a crença em Adam Smith pela crença em John Nash (real protagonista do livro “Uma Mente Brilhante”, que deu origem ao famoso filme homônimo. Sugiro o aqui o documentário, também homônimo, que conta sua real história.

“Quem assistiu ao excelente filme “Uma Mente Brilhante” com Russell Crowe, viu uma excelente explicação sobre o Equilíbrio de Nash. Em economia, como em tudo na vida, a questão é simples: funciona ou não? Quando se pergunta se funciona, é se é melhor para todos. Caso contrário, se atender a uns poucos, os problemas surgirão maiores lá na frente. E quando falo lá na frente é dentro do nosso tempo de vida. John Nash, Prêmio Nobel de Economia, provou que somente quando a cooperação é o objetivo de todos é que poderemos ter resultados consistentes para todos.
 Não é uma questão teórica. Está provado. E é simples de entender.
 Todas as pessoas que estão tentando ganhar dinheiro, a sobrevivência econômica e financeira, deveriam analisar atentamente o filme. Não há necessidade de ler um livro de 500 páginas para entender o princípio. Essa é a vantagem do cinema. Uma imagem vale por muitas palavras. 
Na atual crise econômica mundial mais uma vez ficou claríssimo que só com a cooperação haverá futuro para a humanidade. Quanto tempo ainda levará para que isso seja entendido, aceito e aplicado é a questão fundamental. O mundo dentro do paradigma atual sustenta 27 bilhões de pessoas? Essa questão terá de ser resolvida pelos bebês que estão nascendo hoje.” (Hélio Couto)

Apesar de suas ideias já serem aplicadas de forma bem-sucedida em vários setores do mercado financeiro, não existe lugar onde isso se aplique melhor do que nas comunidades sustentáveis da “nova era” que tem surgido cada vez mais ao redor do globo. Eu morei por um ano em uma delas (Piracanga/BA) e pude, pela primeira vez, começar a entender o real significado de se viver em comunidade. Muitos de meus amigos argumentam que nem todos podem abandonar a vida urbana e viver em uma comunidade. É verdade, mas o sentimento de comunidade está dentro de nós e pode ser vivido em qualquer parte do globo. Chamo a atenção para o fato de que todos podem passar um período em um local como esse se re-educando, se re-programando. Costumo brincar que são como universidades do novo mundo. Ninguém passa a vida inteira em uma universidade, mas durante um período se aprende coisas que são úteis para cada profissão e de lá cada um segue se atualizando como possível. Hoje, é assim que eu vejo o papel fundamental das comunidades sustentáveis nessa transição planetária pela qual estamos passando. Porque se as pessoas não mudarem, o sistema econômico não mudará.

“Faz um século que existem os kibutz em Israel. São comunidades onde vivem e trabalham. Qualquer grupo de pessoas pode fundar uma comunidade. Em termos jurídicos é uma cooperativa. Isso pode ser feito tanto na cidade como no campo. Um sítio ou uma fazenda dependendo do tamanho da comunidade é absolutamente possível. Tudo é uma questão de planejamento e execução. Todos viveriam em comum unidade. Como os cristãos faziam no início. Os tupinambás já faziam isso em 1500 quando os europeus chegaram aqui. Tinham comunidades de 300 pessoas que funcionavam perfeitamente. Portanto, não estamos falando de algo utópico. É algo perfeitamente possível do ponto de vista técnico, econômico e financeiro. O ponto é se as pessoas têm vontade de fazer isso. Numa comunidade é preciso pensar coletivamente. Não é possível deixar a torneira aberta gastando água, nem pegar comida demais que depois é jogada fora. É preciso ter o pensamento voltado para o bem da comunidade. Pessoas que já chegaram num determinado estágio de evolução conseguem fazer isso. Uma comunidade não é uma cidade normal onde cada um vive por si. Algumas pessoas irem morar numa determinada cidade e construírem suas casas lá não faz disso uma comunidade. Neste caso é normal termos casas simples ao lado de casas enormes e outras pessoas que nem casa tem. Ou estão com extrema dificuldade de sobreviver. Isso não é uma comunidade. Isso é a mesma coisa que a vida competitiva na cidade. Não é mudar para o campo levando o mesmo paradigma. Como também não basta comprar uma fazenda e construir as casas nela. Se não houver a intenção e organização de viverem em comunidade, ajudando-se, produzindo e vivendo da forma mais autônoma possível, isso não funcionará. Essa intenção é que até agora não houve na humanidade, com algumas exceções. Nunca esquecer que John Nash provou que isso é possível. Portanto, existe solução para as condições de vida sub-humana da maioria da humanidade. Sempre sobra a questão da autossabotagem. Será que as pessoas querem dar esse salto evolutivo?” (Hélio Couto)

Minha sede de evolução enquanto ser humano foi o principal motivo que me levou a sair de São Paulo, onde vivi por 30 anos, e vir morar em meio a natureza. Não estou aqui pra descansar, queimar um matinho (o que já nem faço mais) e muito menos fugir de nada. Pelo contrário. A fuga estava na vida alucinante que eu levava na metrópole, ignorando todas as questões fundamentais para a evolução de qualquer ser humano. Estou aqui por um propósito maior, fazendo um trabalho interno, extremamente desafiador e, ao mesmo tempo, incrivelmente gratificante. É claro que isso pode ser feito em qualquer lugar. O nome já diz, o trabalho é interno. Portanto, que fique claro, não tenho nada contra cidades ou sistemas econômicos, pois sei que meus problemas não estão na cidade, no capitalismo ou nos outros. Eles estão única e exclusivamente em mim. O fato é que, pessoalmente, o contato com a natureza e com gente que está nessa mesma vibração me ajuda na conexão com meu Eu-Superior. Me ajuda a alimentar cada vez menos o meu lobo-mau e mais o meu lobo-bom. Mas nós somos Um Todo e para que estejamos 100% sadios, livres e equilibrados, cabe a cada um de nós fazer essa viagem interna de infinitas formas possíveis, cada um a seu modo. No meu caso, o maior desafio tem sido deixar caírem as resistências e confiar que estou no meu caminho. Por que eu entendi que nessa vida não há muro pra ficar em cima, “Ou você faz parte da solução ou do problema. Está trabalhando para a solução ou para manter o problema (status quo)? Essa é a grande decisão que a pessoa tem de tomar. Existe um preço a pagar num mundo como este. Ninguém evolui realmente sem ter oposição neste planeta. Quer um exemplo? Quem evoluiu só fará negócios que beneficiem a todas as partes e não prejudique ninguém. Entendeu o que significa isso? Só por isso você já pode imaginar o tamanho do trabalho que temos pela frente neste planeta.” (Hélio Couto)

Hoje, faz apenas um ano e meio que larguei a vida que levava na metrópole, mas as mudanças, externas e internas, são tantas e tão intensas que a sensação é que já faz uns dez anos que deixei muito dessa loucura pra trás. E não pense que o trabalho é menor nesse caminho não, pelo contrário, dá muito trabalho sair das velhas zonas-de-conforto e fazer todas essas mudanças. Há trabalho para todos os dias nessa nova vida, mas hoje minha relação com o trabalho já vem de outro lugar e a verdadeira riqueza que estou construindo se multiplica dentro do peito. Sei que para alguns pareço cada vez mais “maluco”, mas pode ter certeza que hoje me sinto muito mais são. E pra quem ainda carrega muitas dúvidas e resistências dentro de si em relação a fazer grandes mudanças em suas vidas, termino esse nosso papo com esse vídeo escrito e produzido por um jovem desperto que certamente fará você repensar sobre quem é são e quem é insano nesse mundo em que vivemos:


 

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The author

Desde criança, sempre busquei a resposta para as seguintes perguntas: Quem eu sou? De onde eu vim? O que estou fazendo aqui? Pra onde eu vou? Essa busca acabou por se tornar prioritária em minha vida. Graças a todos que compartilharam e compartilham seus conhecimentos, tenho feito grandes transformações em minha vida. Assim, foi natural a decisão de compartilhar aqui as informações mais relevantes ao meu processo de evolução, inspirando cada vez mais pessoas a seguirem seus próprios corações.