Gota_Sat_Som

Co-Oração (432Hz) na Gota Sat Som

Amigos, aqui vocês podem ouvir e saber um pouco mais sobre essa música que tem um significado especial em minha vida :)


COMPONDO CO-ORAÇÃO

Eu compus essa música em Rishikesh, Índia, em meio à temporada do líder humanitário Sri Prem Baba, em janeiro de 2015. Pela primeira vez eu estava frente a frente com um ser iluminado. Não que eu fizesse a menor ideia do que isso significava, mas a força e a sutileza de sua presença tocavam em lugares muito profundos dentro de mim. Foram 40 dias ao todo, dos quais grande parte tocando mantras junto aos músicos da sanga. Foram os dias mais intensos da minha vida até aquele momento. Intensos a ponto de eu entender que eu não seria capaz de escrever uma música como “Co-Oração” antes desses dias. Não me refiro a questões técnicas, mas sim do que ela realmente representa pra mim. É isso que quero dividir aqui com vocês. O processo de concepção dessa música se deu durante uns três dias, os mais profundos dentro dessa viagem, nos quais deixei ir muitas coisas que eu não precisava mais. Depois de muitas lágrimas algo muito precioso se abriu dentro de mim. Pude entender que a raiz de todo meu sofrimento está no meu medo de ser feliz e esse medo é fruto de uma grande resistência à luz. Não que essa resistência tenha se dissolvido, mas só de poder observá-la e abrir ao menos um pouquinho do meu coração para deixar a luz entrar, já foi o suficiente para vislumbrar o quão libertador pode ser soltar tudo. Um pequeno passo em direção à luz, mas um gigantesco passo em direção ao meu coração. Pela primeira vez eu entendi a frase que havia escutado um ano antes: “o amor que a gente nega é a dor que a gente carrega”. No dia anterior à minha partida de Rishikesh, tive a oportunidade de cantar “Co-Oração” em público pela primeira vez, na presença do Prem Baba, antes de um de seus satsangs diários. Enquanto tocava, eu podia sentir a cura que a música trazia, tanto para mim, como para outras pessoas ao redor. Quando terminei, ao abrir os olhos, vi muita gente chorando. Até aí, nada fora do normal, pois a presença do Prem Baba tem esse efeito de limpeza, porém, umas duas pessoas à minha esquerda, havia um rapaz soluçando descontroladamente. Ao final do satsang, percebo o rapaz caminhando em minha direção. Apenas nos olhamos, nos abraçamos forte por alguns longos segundos e olhando no fundo dos meus olhos ele disse: “Gracias!” e se foi. Depois disso, outras pessoas vieram me dizer como a música havia tocado dentro de cada uma delas e esse foi o presente mais lindo que o mestre Prem Baba me deu nessa temporada. Já de noite, num jantar informal de despedida antes da nossa partida na manhã seguinte, novamente o rapaz apareceu. Me agradeceu mais uma vez e perguntou se eu tinha visto o que tinha acontecido naquele momento de manhã. Eu disse que todos nós deveríamos agradecer ao Prem Baba e que outras pessoas também me disseram que se emocionaram com a música, ao que ele respondeu: “Não, você não entendeu. Eu nunca choro. Não me lembro de ter chorado alguma vez na vida, a não ser quando eu era criança.” Nesse momento me emocionei e entendi que essa música fazia parte do trabalho do Prem Baba. Não lembro de dias onde eu me senti tão feliz e realizado como naquele dia. Saímos da Índia não apenas mais leves, mas com vários amigos de muitas partes do globo. Desde então, foi natural passar a acompanhar o caminho do líder humanitário Sri Prem Baba mais de perto e poder re-encontrar toda essa grande família que cresce a cada dia.

GRAVANDO CO-ORAÇÃO NA GOTA SAT SOM

Em setembro de 2015, partimos então para mais uma temporada com Prem Baba, agora na mística Chapada dos Veadeiros. Dessa vez, fomos apenas para ficar 15 dias, mas lá o tempo corre diferente. Além de conhecer músicos novos, tive a oportunidade de tocar “Co-Oração” novamente e o Pablo, um dos percussionistas do grupo dos músicos que, entre outras coisas, é produtor musical, me propôs de gravarmos ela em um lugar muito especial que ele conhecia ali na Chapada. A gravação ficou marcada para a noite anterior à minha partida. Como eu já tinha gravado uma versão com voz e violão, pedi à Gítali, violinista do grupo do Baba (e 1a violinista da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro – Brasília) para ir conosco afim de experimentarmos algo diferente. Na noite em questão o tempo estava estranho, caíam muitos raios e uma possível tempestade se anunciava. Saímos do ashram, eu e Gítali, ao encontro do Pablo e sua companheira Flor, que nos aguardariam num ponto de encontro em Alto Paraíso para depois irmos ao tal local de gravação. Chegando na cidade, não se enxergava um palmo a frente sem uma lanterna. A cidade estava toda sem luz. Eu e Gítali paramos em um pequeno bistrô que funcionava à luz de velas e enquanto aguardávamos pela chegada de Pablo e Flor, pedimos algo pra comer e ela me contou toda a história de como conheceu o Prem Baba. Já ia ficando tarde e eu já tinha aceitado que a gravação não ia rolar, a história da Gítali já valera a noite pra mim. Entramos no carro para ir embora quando subitamente aparece o Pablo na janela e diz: “E aí, vamos? Meu mac está com 100% de bateria e é tudo que precisamos!”. Foi assim que eu conheci a Gota Sat Som, um verdadeiro templo da música espiritual. Chegamos lá, acendemos umas velas e o resultado é esse que vocês podem ouvir aqui. Ela foi gravada na frequência de 432 hertz, também conhecida como “A Nota de Deus”. Que a música possa tocar seus corações.

Gratidão!

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The author

Desde criança, sempre busquei a resposta para as seguintes perguntas: Quem eu sou? De onde eu vim? O que estou fazendo aqui? Pra onde eu vou? Essa busca acabou por se tornar prioritária em minha vida. Graças a todos que compartilharam e compartilham seus conhecimentos, tenho feito grandes transformações em minha vida. Assim, foi natural a decisão de compartilhar aqui as informações mais relevantes ao meu processo de evolução, inspirando cada vez mais pessoas a seguirem seus próprios corações.